Strict Standards: Only variables should be assigned by reference in /home/psiqwebc/public_html/pw/templates/psiqweb1/functions.php on line 569

 Pânico

           Grandes bosques, de vós, como das catedrais,
           sinto pavor; uivais como órgãos; e em meu peito,
           câmara ardente onde retumbam velhos ais,
           de vossos de profundis ouço o eco perfeito.

           Te odeio, oceano! Teus espasmos e tumultos,
           em si minha alma os tem; e este sorriso amargo
           do homem vencido, imerso em lágrimas e insultos,
           também os ouço quando o mar gargalha ao largo.

           Charles Baudelaire

 

           “Eu sou o Deus de seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque
            e o Deus de Jacó”. Moisés, tremendo de medo, não ousava olhar.

            Atos capítulo 7, verssiculo 32

 

            O Pânico é caracterizado por um quadro clínico agudo, dramaticamente intenso e que frequentemente leva o paciente ao atendimento nos serviços de emergência clínica (pronto-socorros), pelas características de seus sintomas. Os ataques de pânico são caracterizados por uma sensação de imenso medo, ansiedade aguda e múltiplos sinais corporais (como taquicardia, falta de ar, dores no peito, dormências etc) que literalmente apavoram o paciente. Em razão desses sintomas no corpo, o ataque se confunde com doenças orgânicas graves (por exemplo um Infarto Agudo do Miocárdio) que, somado a ansiedade que o acompanha, forma um estado de grande sofrimento.

             Todos nós temos em nosso cérebro um Centro do Alerta, que tem a função de preparar nosso corpo e mente frente a um perigo ou ameaça a nossas vidas. É esse centro, controlado por diversas substâncias, que se torna “desregulado” e dá origem a doença. Neste caso, ele ativa uma cadeia de sinais e sintomas em todo o organismo, em um grau muito intenso e, na maioria das vezes, sem um estímulo ameaçador que o dispare.

            Existem ambientes que podem disparar o processo do ataque de pânico. Tais lugares, podem ser abertos ou fechados, amplos ou mais apertados, e onde a saída deles é restrita por motivos diversos, principalmente se for por aglomerações de pessoas. A esta entidade patológica, nós chamamos de Agorafobia, que significa “medo da praça pública” (palavras do radical grego agora e fobos). Alguns exemplos desses lugares podem ser: túneis, pontes, locais públicos com multidões, transporte público, engarrafamentos no trânsito etc.

            A relação entre oPânicoe a Agorafobia não é obrigatória, pois podemos ter pacientes protadores de pânico com ou sem agorafobia. Devido a todas essas características, esse transtorno pode provocar sérios prejuízos psicossociais no indivíduo sem tratamento ou que resiste a procurar auxílio profissional.

  • image
  • image
Previous Next