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Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)

                 O transtorno (muito mais reconhecido após a observação do comportamento dos sobreviventes de guerras) desenvolve-se a partir da vivência de um evento traumático que deflagra uma resposta intensa de medo, desamparo, ou horror e que desenvolve sintomatologia característica persistente ao longo de, pelo menos, quatro semanas após o trauma. Os sinais clínicos característicos são apresentados por uma tríade psicopatológica dividida em três grupos de sintomas: o revivenciar o evento traumático (através de sonhos constantes, pesadelos, pensamentos incontroláveis, sentimentos e imagens que insistentemente invadem a mente, flashbacks etc.); a evitação ou esquiva de estímulos relacionados ao evento traumático desencadeante (o paciente poderá evitar falar, lembrar, ver alguma imagem que lembre o trauma, falar com alguém que esteja relacionado ao trauma, ir ao local onde aconteceu o evento ou que lembre o fato etc). Essa característica de esquiva das situações ansiogênicas pode provocar um entorpecimento emocional no indivíduo, onde eles se "anestesiam" para escapar do terror, do pânico provocado pela revivescência do trauma. Porém, essa "anestesia" acaba se estendendo também para as emoções positivas, fazendo com que os pacientes fiquem indiferentes também às atividades antes prazerosas, aproximando-os ainda mais de sintomas depressivos. A última característica da tríade é a hiperestimulação autonômica, que nada mais são do que aqueles sintomas corporais advindos de situações de grande estresse, medo e pavor (irritabilidade, palpitações, sudorese, taquicardia, falta de ar, sobressalto excessivo. contrações musculares, aumento da sensibilidade emocional, fadigas, cefaleia, tremores, tonteiras, sintomas intestinais etc.). O indivíduo parece estar em estado permanente de alerta, afetando sua capacidade de concentração e podendo prejudicar os estudos e/ou trabalho.

                Convém lembrar que todas essas características aqui apresentadas não configuram um "manual prático" de diagnóstico de doenças psiquiátricas, mas apenas servem para título de informação e estímulo para a busca de auxílio terapêutico. No caso do TEPT, não podemos dizer que todo trauma levará ao desenvolvimento da síndrome, pois todos nós passamos por eventos traumáticos e respondemos a eles de diferentes maneiras. Afinal, nem toda reação ou comportamento após um estresse, se configura numa doença.

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